O que a criança deve saber antes de aprender a aritmética?

O que a criança deve saber antes de aprender a aritmética?

O que a criança deve saber antes de aprender a aritmética?

Glenny Gurgel

 

Ao chegarem no 1º ano do ensino fundamental as crianças serão expostas ao ensino formal da aritmética básica, especialmente aos fatos aritméticos básicos de adição e subtração. Mas será que todas elas estão preparadas para receber tais estímulos?

  Independente do referencial, PISA ou  Prova Brasil, a constatação do desempenho ruim de nossos estudantes em matemática demonstra um problema estrutural  de origem certamente multifatorial. Uma delas acreditamos que seja uma falha na preparação da criança para o seu ingresso no ensino fundamental.

   Muitas vezes, o fato da criança reconhecer os números naturais e dominar os princípios da contagem é considerado como suficiente para que a criança seja apresentada à artimética básica. Não deveria.

   Talvez a competência  pré-aritmética mais importante seja a noção quantitativa dos números. Significar os números e abstrair suas quantidades é o alicerce mais imediato para a edificação dos conceitos aritméticos. Sem que se saiba manipular os números na reta numérica imaginária ou que se entenda suas relações de parte-todo, dificilmente a criança será proficiente no domínio dos fatos aritméticos básicos .

   O ensino formal dessa competência deve ser tão prioritário na educação infantil quanto a estimulação dos princípios da contagem e do reconhecimento dos números, além de que deveria prolongar-se pelo menos pelos dois primeiros anos do ensino fundamental.

   Entender os números e suas quantidades deve ser, ao nosso ver, um exercício intensivo do educador, para que o educando veja a matemática como uma linguagem que explica a natureza e o homem, assim como os fenômenos decorrentes da interação entre estes. Ou, como diria Galileo Galilei, ver a matemática como o alfabeto que Deus escreveu o universo.

 

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Dificuldades de Aprendizagem – conhecer para intervir

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Glenny Gurgel

 

“- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?

– Isso depende muito de para onde queres ir – respondeu o gato.

– Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.

– Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o gato.”

Lewis Carroll- Alice no País das Maravilhas

 

   O diálogo entre Alice e o Gato Risonho no clássico livro de Lewis Carroll ilustra perfeitamente a situação que os terapeutas enfrentam quando estão diante de um paciente com dificuldades de aprendizagem.

   Mesmo que compartilhem o mesmo diagnóstico, duas crianças não apresentam as mesmas proficiências e deficiências cognitivas e pedagógicas e, portanto, devem receber planos de intervenção terapêutica distintos. Conhecer o perfil individual de habilidades e competências deve ser o ponto de partida para saber que caminho deve-se seguir e qual destino deve-sse chegar.

   Entretanto quando não se tem esse conhecimento prévio corre-se o risco de se executar um plano terapêutico pouco preciso pois, como advertiu o Gato Risonho no romance clássico, pouco importa o caminho que se segue quando não se está preocupado em saber onde se quer chegar.

   Não adianta, ao nosso ver, trabalhar o processo de alfabetização da criança disléxica, por exemplo, sem que se preocupe em avaliar e possivelmente estimular habilidades cognitivas como percepção visual, consciência fonológica, memória de trabalho visual e auditivo-verbal, entre outras tão necessárias para a execução proficiente da leitura.

   Dispor de ferramentas ágeis e precisas para uma rápida avaliação destas habilidades cognitivas, bem como das competências pedagógicas em português e matemática, sempre foi uma demanda urgente dos terapeutas que realizam intervenções em crianças com dificuldades de aprendizagem.

   Atendendo a essa demanda, a Sinapse Virtual desenvolveu a Plataforma Sinapse, que dispões de todas as ferramentas necessárias para realizar a gestão completa do tratamento de crianças com dificuldades de aprendizagem, incluindo uma minuciosa avaliação das habilidades cognitivas superiores (como atenção, memória, raciocínio lógico, etc.) e das competências pedagógicas em língua portuguesa e matemática. A plataforma ainda entrega sugestões, individualizadas a partir do perfil identificado, de jogos, apps e atividades a serem utilizadas no processo terapêutico do paciente avaliado.

http://www.sinapse4clinics.com/

   Com a Plataforma Sinapse, o profissional facilmente estabelece metas a serem atingidas e recebe sugestão de recursos para eficazmente atingi-las, não correndo o risco de adentrar num cenário de realismo fantástico e sem saída como o que Alice adentrou ao seguir o Coelho atrasado.